Novo coronavírus: 6 perguntas para o ASB fazer ao paciente na anamnese
A anamnese é o levantamento de dados a respeito da saúde geral e bucal através de um bate-papo na chegada do paciente. O procedimento já era realizado antes do novo coronavírus pelo Auxiliar em Saúde Bucal (ASB). Mas, agora, com...
Equipe Curso ASB · Redação da escola
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A anamnese é o levantamento de dados a respeito da saúde geral e bucal através de um bate-papo na chegada do paciente. O procedimento já era realizado antes do novo coronavírus pelo Auxiliar em Saúde Bucal (ASB). Mas, agora, com a proliferação da doença, o processo deve ser reforçado com novas perguntas.
Anamnese: 6 perguntas para fazer ao paciente
Abaixo, listamos quais questionamentos que o ASB – ou o profissional que for executar a entrevista – deve fazer:
- Teve febre nos últimos 14 dias?
- Teve crises de problemas respiratórios, como tosse e dificuldade respiratória nos últimos 14 dias?
- Esteve em áreas atingidas pela infecção nos últimos 14 dias?
- Esteve em contato com alguém com diagnóstico do novo coronavírus nos últimos 14 dias?
- Esteve em contato com alguém que estava em áreas de risco ou com alguém com sintomas nos últimos 14 dias?
- Participou, recentemente, de algum encontro, reunião ou teve contato próximo com muitas pessoas desconhecidas?
Se o paciente responder “sim” à maioria das perguntas, a consulta deve ser adiada por 14 dias. O auxiliar de dentista deve orientá-lo a ficar em casa e buscar uma unidade de saúde caso note sintomas do novo coronavírus.
Durante a anamnese, o ASB também pode aferir a temperatura corporal do paciente. Caso ele responda “sim” para boa parte das questões e esteja febril (com mais de 37,5ºC), encaminhe-o para cuidados médicos.
Caso o paciente responda “não” para as perguntas e a temperatura corporal dele esteja abaixo de 37,5º, dentista e equipe podem atendê-lo com medidas de proteção reforçadas.
Agora, atenção! Se os questionamentos foram respondidos com “não” e o paciente estiver com febre, a recomendação é suspender a consulta e encaminhá-lo para atendimento médico.
As orientações acima são da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (Apacd), que também aconselha que pacientes com sintomas de infecção respiratória só sejam tratados se houver alguma emergência.
Orientação importante
Hoje, os principais órgãos da Odontologia sugerem que tratamentos eletivos sejam postergados por pelo menos duas semanas.
No entanto, caso decidam realizar o procedimento, os profissionais devem avaliar e decidir juntos quais as medidas de precaução apropriadas para cada caso. Dessa forma, evitam a disseminação do vírus entre equipe, pacientes e visitantes.
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